previous arrow
next arrow
Slider

Vídeo 8 minutos. Projeto Visualismo, intervenção urbana, Praça Mauá, RJ

A Praça Mauá localizada no Zona Portuária do Rio é um lugar carregado de forte conteúdo simbólico que permeia as operações cotidianas e reprograma a sua lógica. Pela Praça Mauá chegaram ao Brasil milhares de escravos e imigrantes durante a maior parte de sua história. No século 19 foi um importante local de importação e exportação, no século 20 foi frequentada pelas elites, durante a era dos grandes transatlânticos quando foi construído o terminal do Touring Club do Brasil. No final da década de 30 se tornou o centro das atenções com a construção do Edifício A Noite, prédio este com 22 andares, altíssimo para época e marco da construção civil no país. No entanto, desde a chegada da corte portuguesa ao Brasil no início do século 19, a gestão de um novo espaço se proliferou no seio das estruturas tecnocráticas, um espaço baseado numa economia ao nível corporal, que não responde a nenhuma finalidade exterior a sua própria satisfação: o sexo. Aos poucos, desenvolveuse na Praça Mauá uma vida noturna. Os bares foram abertos e a partir da encampação do Porto, em 1934, e do aumento do movimento de embarque e desembarque, a clientela dos bares e casas noturnas aumentou progressivamente. A Praça Mauá tornou-se uma tradicional zona de prostituição – marinheiros, turistas, contrabandistas, prostitutas davam o clima. Nos anos 60, a prostituição viveu seu período mais prósperos, estimulada pelo grande número de marinheiros e turistas que desembarcavam dos navios. Muitas épocas de altos e baixos se sucederam ao longo do tempo: auge, glamour e decadência na prostituição. Hoje o cenário mais uma vez se transforma, com as obras do projeto Porto Maravilha, apenas uma boate sobreviveu as modificações urbanísticas que ocorreram na área: a Boate Flórida. Durante um mês, a artista frequentou a Boate Florida. Esta vivência deu origem ao trabalho. Para ver o vídeo Cais do Corpo, clique aqui.

The piece raises questions about prostitution and gentrification on Praça Mauá square, in Rio de Janeiro’s port area Zona Portuária. Set in Rio’s Zona Portuária, Praça Mauá is a place charged with deeply symbolical contente which permeates everyday operations and reprograms their logic. In the 19th century, it was a major exportimport hub, in the 20th century it was frequented by the elite, in the ocean liner era, when the Touring Club terminal was built in Brazil. In the late 30s, it became the center of attention as the 22-story-building Edifício A Noite was erected, very tall by the standards of then, and a landmark of Brazilian civil construction. However, since the arrival of Portuguese royals in Brazil in the early 19th century, the management of a new space proliferated in the bosom of technocratic structure, a space based on a body-based economy that doesn’t respond to any outside purposes other than its own gratification: sex. Gradually, Praça Mauá evolved into a nightlife area. Bars opened, and following the Port’s incorporation in 1934, more people came and went and the clientele at bars and nightclubs grew and grew. Praça Mauá became a traditional red-light district – with sailors, tourists, smugglers, prostitutes setting the mood. In the 60s, prostitution had its heyday, fueled by the Strong influx of sailors and tourists alighting the ships. Many ups and downs ensued: prostitution had its glory, glamour and decadence. The scenery is now changing again. Only one club has survived the Porto Maravilha overhaul project: Boate Flórida. The artist frequented Boate Flórida for a month. That experience bred this piece. To see the vídeo Cais do Corpo, click here.

previous arrow
next arrow
Slider

Frames do vídeo